O regresso da Tigela

Durante anos e anos quando a ideia de voltar a ter franja como em 82 (se bem que a franja da altura era apenas uma parte da tigela que rodeava a minha cabeça) me assaltava, eu lutava contra ela como o Frodo Baggins lutava contra o poder nefasto do anel.
Hoje, devagarinho, tesourada a tesourada, ganhei uma franja nova e a respectiva alcunha graciosamente dada pela minha Directora Criativa: “Franjinhas”. Se bem que ela pediu o número do cabeleireiro de seguida. Mas pode ter sido para fazer uma denúncia por maus tratos.
Como se isso não fosse suficientemente traumatizante, recebo o golpe de misericórdia do poder Paternal: “Tãooooo gira! Pareces mais nova... Quando eras pequenina tinhas o cabelo assim” (isto foi acompanhado por uns olhos ligeiramente humedecidos e um sorriso capaz de derreter um iceberg).
O dia no emprego foi compridoooooo. Há falta de melhor assunto, a minha franja esteve na ribalta.
Vou comprar um chapéu.
2 Comments:
Qual chapéu, qual quê? Só se for coisa assim à la Audrey Hepburn, a transbordar de charme...
E qual é o contacto do artista des cheveux?
:)
Recentemente tentei ter uma franja e a coisa correu muito mal... o cabelo encarquenhou e só à força de um gancho é que ele se mantinha disciplinado!
bjs
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