Teoria da conspiração

Embarcámos, então, numa árdua tarefa de tentar convencer a agência que de um dia para o outro, eu tive um casal de gémeos, agora com 3 anos, e que ele casou com uma sueca, banco de imagem, de quem tem dois filhos (com 6 e 8 anos respectivamente).
Começámos pelo básico: fotografias pouco credíveis dos "filhos" colados no monitor.
Pensámos em fazer “esculturas” em barro, com os pés ou com uma valente narsa, para simular aquelas prendas maravilhosas que trazíamos para os nossos pais do jardim escola. Confesso que não percebo como o meu pai, o Sr Engenheiro, se atrevia a colocar algo semelhante a excremento de elefante pisado por uma manada, a que eu chamava carinhosamente de “uma tartaruga”, em cima da secretária e manter uma postura séria.
Agora tenho uma fotografia minha vestida de minhota com 3 anos. Descobri que as pessoas precisam de ver alguma semelhança nos nossos filhos para acharem que eles são nossos. “Tãaooo gira tem os teus olhos” “Achas? Sempre achei que ela era a cara do pai.”